O Ego E A Dificuldade De Aceitar Nossas Falhas
Bom... Falando sobre redes sociais, eu me questionei também
sobre o ego. Não o ego da psicologia, o ego no senso comum mesmo. É corriqueiro
que alunos venham às minhas aulas achando que vão fazer várias paradas de mão,
e posturas complicadas que requerem muita flexibilidade. Bom, eles levam um
choque porque minha aula é muito tranquila, pois o que eu tenho prezado mais
ultimamente é: simplicidade invés de algo extremamente complexo e
desnecessário. Mas a pessoa vê algo no Instagram e quer copiar. Lembre-se: Instagram
é estética, é para impressionar e gerar interação na foto/vídeo, é um app
visual que quase sempre não reflete tão bem a realidade de uma aula.
E o que isso tem a ver com o tema de hoje? Nós, seres
humanos, temos muitos problemas para aceitar nossas falhas, e eu vejo isso
nitidamente em dois tipos de alunos: o aluno que não quer ir para a aula por
medo de não conseguir fazer o que o professor vai passar (porque viu num Instagram
coisas bem ‘difíceis’ e acha que a aula vai ser assim); e o aluno que quer
fazer tudo que for difícil e ir além do que você vai passar na aula (novamente,
porque viu no Insta e ao ver que na aula não é igual, quer assumir o controle e
transformar a aula num perfil de Instagram).
Os dois tipos são difíceis de lidar, pois o ego está muito
presente em ambos. No primeiro, o problema é que ele tem tanto medo de errar,
de “passar vergonha” na frente dos outros alunos, que ele simplesmente se priva
da experiência de tentar. O ego dele está tão presente em si, que constrói uma
parede de orgulho ao redor da pessoa, impendido que ela se permita errar, não
conseguir fazer algo.
No segundo tipo de aluno, o ego anda de mãos dadas com a
lesão. Ele vê uma aula mais tranquila, se sente acima daquilo e faz algo que o
professor não passou. As vezes ele realmente consegue, e não se machuca, mas
pode intimidar os outros alunos, e fazer com que se sintam pressionados a fazer
também, o que é bem ruim, além de desrespeitar a autoridade do professor dentro
da sala. Mas pode acontecer também de o aluno não conseguir e se frustrar, porque
o ego dele estava ali, dizendo para fazer algo para “impressionar” os outros e
no fim, ele levou uma rasteira por não ter conseguido e se sentiu frustrado,
envergonhado e as vezes até com raiva. Ao contrário do primeiro, o ego dele não
estava construindo uma parede que o cercava, e sim um pedestal, que o impedia
de aceitar as orientações do professor e fazer o que foi passado na aula.
Aceitar nossas falhas e identificar quando o orgulho está se
interpondo no nosso caminho é uma tarefa difícil e constante, mas necessária,
pois acabamos nos privamos de viver muitas experiências pelo medo de errar ou
de parecer fracos na frente dos outros. Mas deixa eu dizer para vocês a frase
que fez mais sentido até hoje na minha vida: Ninguém se importa, nós não somos
o centro do universo, cada um está vivendo sua vida e está pouco ligando para o
vizinho!
Então aceite suas falhas, seus limites e não seu ego ser seu mestre.
Bom, por hoje é só pessoal Bom começo de ano (acabou o carnaval,
o ano pode começar hahaha)!
Kisses
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